SÍNDROME QUE ATINGE CERCA DE 3% DAS PESSOAS

em 16 de março de 2018

 

O QUE É FIBROMIALGIA

Fibromialgia é uma síndrome reumática e crônica caracterizada por causar dores em todos o corpo do paciente, mesmo sem ele ter tido uma lesão física nos músculos ou articulações.

Pacientes com essa síndrome - que atinge entre 2 e 3% da população brasileira - podem apresentar dor difusa, fadiga, insônia, déficits de memória e depressão.

De cada 10 pacientes com fibromialgia, cerca de 8 são mulheres. A razão para este acontecimento ainda é incerta, visto que não parece haver uma relação com hormônios, pois a fibromialgia afeta as mulheres tanto antes quanto depois da menopausa.  A idade de aparecimento é geralmente entre os 30 e 60 anos. Porém, existem casos em pessoas mais velhas e também em crianças e adolescentes

QUAIS SÃO AS CAUSAS?

Ainda não há uma causa específica para o surgimento da Fibromialgia, podendo ter relação com um evento traumático físico ou psicológico, uma infecção grave ou causas genéticas, levando em conta que casos de fibromialgia tendem a ocorrer em família. Na maioria dos casos, a dor começa em um ponto específico do corpo de forma crônica e vai se espalhando para o restante do corpo.

Algumas situações podem provocar a piora das dores, como:

  • Excesso de esforço físico;
  • Estresse emocional;
  • Alguma infecção;
  • Exposição ao frio;
  • Sono ruim.

FATORES DE RISCO

Qualquer pessoa pode desenvolver a Fibromialgia, porém há a existência de alguns fatores de risco:

  • Gênero: a síndrome atinge de 8 a 10 vezes mais as mulheres do que os homens.
  • Histórico familiar: há maior chance da síndrome acontecer em pacientes que possuam parentes próximos que já possuam a condição.
  • Doenças reumáticas: algumas doenças reumáticas podem desencadear a Fibromialgia, como a artrite reumatoide ou o lúpus eritematoso.

SINTOMAS

O sintoma característico da Fibromialgia é a dor generalizada que, muitas vezes, é muito difícil de descrever, pois não é nem forte e nem aguda e possui uma duração de cerca de três meses. Para que essa dor possa ser considerada como generalizada, ela precisa ocorrer em ambos os lados do corpo – direito e esquerdo –, bem como acima e abaixo da cintura.

Dezoito locais do corpo foram constatados como os mais sensíveis ao toque e a pressão. Confira na imagem abaixo quais são esses pontos sensíveis:

 

 

Dignostic Body
 

 

Outros sintomas podem aparecer no paciente com o decorrer do tempo. São eles:

 

  • Fadiga: pessoas com fibromialgia muitas vezes despertam cansadas, mesmo que tenham dormido bastante. Muitos pacientes têm outros distúrbios, como a síndrome das pernas inquietas e apneia do sono.
  • Dificuldades cognitivas: a memória pode ser bastante prejudicada. Sintomas como perda de memória, falta de concentração, raciocínio prejudicado e problemas com a fala são bastante comuns entre os pacientes.
  • Demais sintomas: outros sintomas podem atingir o paciente diagnosticado, como fortes dores de cabeça, períodos menstruais dolorosos (cólicas), ansiedade e depressão.

 

DIAGNÓSTICO

Muitos dos sinais e sintomas da Fibromialgia são semelhantes a várias outras doenças, então, é bastante comum que os pacientes passem por vários especialistas antes de terem o seu diagnóstico confirmado. Atualmente, não existe nenhum exame que ateste a fibromialgia, portanto, o diagnóstico é clínico, dado sob a observação dos sintomas e histórico das dores, pondo em evidência pelo menos 12 dos 18 pontos mais sensíveis do corpo do paciente (os já citados no tópico acima). Em contrapartida, mesmo com a análise dos sintomas da condição, o especialista poderá solicitar alguns exames para descartar a hipótese de que a pessoa possua outras doenças que venham a apresentar sintomas bem semelhantes aos da Fibromialgia.

 

TRATAMENTO

Uma vez que ela não possui cura, seu tratamento é todo baseado na melhora e controle dos sintomas, como por exemplo: alívio da dor, melhora do sono, restabelecimento do equilíbrio emocional, etc.

Para o caso dessa síndrome, o tratamento pode ser feito através de dois meios: o medicamentoso e o não-farmacológico. É importante o conhecimento de que a atitude do paciente diante de sua situação é fundamental na evolução. Por isso a importância de entender o que é que o acomete e a força de vontade em se ajudar.

 

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

Dentre os diversos medicamentos existentes no mercado, alguns são aprovados para o uso no tratamento da Fibromialgia e, outros, não são recomendados pelos especialistas.

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um especialista. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico.

 

TRATAMENTOS NÃO-FARMACOLÓGICOS

Além do uso dos medicamentos devidamente indicados pelo médico consultado, há, ainda, outras formas de melhorar os sintomas da Fibromialgia, que você pode saber quais são logo abaixo:

Alivio de dor

A osteopatia é uma das técnicas que mais vem se destacando nesse quesito, pois aborda o corpo como um todo, buscando encontrar as causas do problema e trata-lo desde então.

Ajuda psicológica

Grande parte dos pacientes sofrem com distúrbios psiquiátricos, o que acaba dificultando a melhora dos mesmos, podendo até agravar a sua condição. Por isso a importância da pessoa se consultar com um psicólogo ou psiquiatra, pois assim a facilidade será maior em conversar sobre a condição e expor quais são as maiores dificuldades existentes perante a ajuda que precisa dar a ela mesma.

Prática de exercícios (pilates)

O exercício regular e de baixo impacto tem bastante peso na hora do tratamento da Fibromialgia, pois assim os músculos se mantem condicionados e saudáveis. O ideal é que esses exercícios sejam orientados por um fisioterapeuta especializado.

 

Ter um estilo de vida saudável

De nada adianta tomar vários medicamentos para o tratamento da condição se a pessoa não manter uma vida saudável. Entende-se por vida saudável como a prática de hábitos que ajudem o paciente tanto em seu estado físico quanto psicológico. Para isso, medidas como boa alimentação, sono regulado e redução do estresse podem ajudar na hora do tratamento.

 

Uma vez diagnosticado, o paciente de Fibromialgia necessita saber sobre a condição que enfrentará com o passar dos anos. Por não ter cura, várias medidas precisam ser adaptadas à sua rotina e, dentre elas, estão:

 

  • Exercitar-se regularmente;
  • Lidar com o estresse;
  • Lidar com as lacunas de memória;
  • Cuidar com a cafeína em excesso – principalmente antes de dormir;
  • Fazer banhos de imersão em água quente – eles ajudam no relaxamento do músculo;
  • Ter um tempo só para si todos os dias;
  • Estudar meios de tornar o seu trabalho melhor;
  • Conversar com as pessoas sobre a condição – isso é de suma importância;
  • Dizer não quando precisar – saber recusar um convite a fim de se sentir bem é essencial;
  • Manter um diário – para descobrir quando os sintomas se apresentam e o que possivelmente os desencadeiam;
  • Participar de um grupo de apoio;
  • Fazer do seu quarto um lugar agradável de se dormir.

Possui ou conhece alguém que sofra com fibromialgia? Compartilhe a informação e busque ajuda capacitada!