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em 24 de julho de 2017

Osteofitose (bico de papagaio)

osteofitose

 

Ao longo do processo de evolução, o homem adquiriu a postura ereta. Devido à ação da gravidade, surgiram algumas complicações decorrentes dessa postura; entre elas, o aparecimento de osteófitos.

Com o desgaste da articulação vertebral (degeneração do disco intervertebral), acontece a instabilidade do segmento da coluna, e assim micromovimentação de forma anormal. Na tentativa de estabilizar e fusionar este nível doente da coluna, o corpo humano faz crescer osso. Assim, ocorre a formação óssea nas bordas articulares, à frente e/ou para ao lado do disco intervertebral.

O “bico de papagaio” ou osteofitose se manifesta quando os ligamentos e as cartilagens que envolvem as vértebras se calcificam, como forma de estabilizar a estrutura desgastada. O problema tem maior incidência na região lombar, mas pode atingir outras partes da coluna. As dores são causadas pela própria rigidez da coluna, na qual as vértebras afetadas pressionam nervos e músculos.

Causas da osteofitose

Além da idade, outros fatores podem causar a formação do bico de papagaio:

– Hereditariedade;

– Má postura;

– Obesidade;

– Sedentarismo;

– Fraturas;

– Doenças reumáticas, etc

Todos eles também contribuem para desgastar as articulações e podem levar à calcificação vertebral. É um processo irreversível e progressivo, mas 90% dos casos são leves e têm controle mais fácil. Fisioterapia manual e reeducação postural ajudam a recuperar a estabilidade.

Assim, apesar de o osteófito continuar instalado, a dor será estabilizada devido à estrutura corporal mais forte, flexível e alinhada. A melhor alternativa continua sendo a prevenção. Quanto antes incorporar novos hábitos, menores as chances de ocorrer um osteófito no futuro.

Por que surge o “bico de papagaio”?

Radiograficamente, o aspecto do osteófito remete ao bico de um papagaio, vindo daí o nome popular. Alguns especialistas acreditam que o bico de papagaio possa surgir devido à desidratação do disco intervertebral, por espondilose, por pré-disposição genética, sobrecarga articular (como no caso de obesidade), devido a algum problema articular prévio (como inflamação, fratura, ruptura de ligamentos, entre outros) ou em consequência de impactos sofridos desde a infância.

Todavia, é importante salientar que a principal causa do aparecimento desta anomalia óssea é a permanência em posturas incorretas ao longo da vida, resultando em lesões nas articulações vertebrais. Destas últimas, originam-se os osteófitos, que por sua vez, causam a desidratação do disco intervertebral, fazendo com que as vértebras fiquem mais próximas uma da outra, com consequente compressão da raiz nervosa. Portanto, a dor presente na osteofitose decorre dessa compressão.

O problema da má postura

postura-incorreta

 

A maneira de sentar, andar, permanecer em pé ou deitado determina não só a qualidade da postura, mas a qualidade de vida das pessoas. Já é comprovado que a má postura afeta a posição de alguns órgãos internos, diminui o fluxo sanguíneo e pode prejudicar até mesmo a visão. A boa postura auxilia no equilíbrio de todo o corpo.

Em pé é necessário que pescoço, ombros, coluna lombar, pélvis e quadril estejam todos alinhados. Sentado, enquanto o quadril suporta o peso do corpo, os pés devem estar totalmente apoiados no chão e a coluna deve receber todo suporte do encosto da cadeira.

Já na infância é importante aprender a ter bons hábitos posturais. Grande parte das dores na fase adulta poderia ser evitada se as pessoas assumissem uma boa postura desde crianças. É muito importante corrigir casos em que a criança se apoia em uma só perna quando em pé, ou mesmo quando brinca sentada no chão sobre as pernas dobradas, ou ainda quando dorme de bruços. Há adolescentes que debruçam metade do corpo sobre a carteira enquanto copiam lições da lousa, o que pode comprometer bastante a saúde da coluna com o tempo.

No início os sintomas podem demorar a surgir, mas se o indivíduo passa anos cultivando hábitos nocivos ao deitar, sentar, parar ou andar, ossos e cartilagens sofrem um desgaste maior e localizado, sendo comum a pessoa começar a sentir dores agudas, como se fossem “pontadas” ou “choques elétricos” nas pernas, costas, ombros ou pescoço.

A má postura na fase de crescimento, que vai do nascimento aos 20 anos, chega a “torcer os ossos” levando a um encaixe assimétrico nas pontas dos ossos e sobrecarregando as cartilagens. Algumas vezes, este desencaixe é tão grave que chega a ser de difícil solução, levando a uma artrose (desgaste) precoce da articulação.

Ao dormir também é importante oferecer uma atenção especial à postura. O ideal é permitir que a espinha permaneça em sua posição normal, com sua curva natural. Dormir de bruços deve ser evitado, já que a pessoa acaba não só forçando a coluna lombar como também acaba entortando o pescoço. O ideal é dormir de lado, com um travesseiro que tenha a altura exata entre o ombro e o pescoço. Colocar um pequeno travesseiro entre as pernas ligeiramente flexionadas também é aconselhável para que o repouso seja restaurador.

Atenção com o tipo de calçado! Os pés devem receber uma atenção especial, já que contribuem para a boa postura. Usar calçados confortáveis é uma das primeiras medidas recomendadas quando o assunto é dor. Saltos altos, formatos apertados, ou modelos que ponham em risco a estabilidade da pessoa podem resultar em dores nas costas, cansaço extremo nas pernas, enfim, uma série de desconfortos que chegam ao consultório dos ortopedistas diariamente.

Para manter a boa postura é importante praticar exercícios regulares para a manutenção. Há alguns exercícios simples que ajudam a fortalecer a musculatura, dando suporte à postura ideal. Veja:

Para treinar o corpo a manter o alinhamento adequado, deve-se sentar no chão, com as costas contra uma parede. Certifique-se de que a cabeça, os ombros e o quadril toquem a parede e permaneça na posição por alguns minutos. O ideal é repetir o exercício diariamente até que se aprenda a alinhar a coluna. Outra dica é adotar a posição anterior, tentando levantar e abaixar sem desencostar da parede. Para exercitar a espinha, deite-se de costas, eleve os joelhos à altura peito, envolvendo-os com os braços. Role o corpo de um lado para o outro nessa posição, sem soltar, por algumas vezes seguidas.

Deitado de costas, repita os movimentos de bicicleta, com as pernas no ar. Pedale em grandes círculos, sem pressa e sem mover as costas. Finalmente, acostume-se a caminhar como se fosse um militar em desfile, ou seja, barriga encolhida, ombros e cabeça alinhados com a bacia para quem olha de lado. Essas dicas visam fortalecer toda musculatura que sustenta a coluna, que são os músculos abdominais, glúteos e paravertebrais.

A influência natural do envelhecimento

Todo indivíduo está suscetível ao desgaste natural dos discos intervertebrais que aumentam conforme o avanço da idade. Somando-se a isso, caso a pessoa já tenha predisposição genética para o problema, as dores começam a surgir e, especialmente, com o envelhecimento. Porém, as pessoas que durante a vida não adotaram boa postura corporal, não praticaram atividades físicas e vivenciaram períodos intensos de estresse, apresentam maiores chances de desenvolver osteófitos.

Qual o tratamento para bico de papagaio?

O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. No primeiro caso, a adoção de novos hábitos, como boa postura, juntamente com prática de atividade física pode auxiliar no alívio das dores. Com relação ao tratamento cirúrgico, este é recomendado quando o paciente apresenta dano neurológico súbito e quando a coluna evidenciar sinais de desalinhamento progressivo com dor intensa, bem como alteração de força e sensibilidade nos membros superiores. A realização deste tipo de cirurgia habitualmente requer o uso de enxertos ósseos e implantes.

Tratamento não cirúrgico para a coluna vertebral

tratamento

 

O ITC Vertebral desenvolveu uma técnica de tratamento para a coluna vertebral sem procedimentos invasivos. Os pacientes são tratados de acordo com os sintomas e sinais da dor. Não existe um trabalho padrão e é aí que consiste um dos grandes diferenciais do ITC Vertebral: o indivíduo passa por uma avaliação criteriosa, sendo direcionado, a partir dessa primeira etapa, para um atendimento personalizado. Fala-se, portanto, em “Subclassificação” das dores na coluna vertebral, os critérios de tratamento obedecem às características individuais do estado clínico do paciente.

Esse trabalho é baseado numa pesquisa científica que foi iniciada em 1995 em Pittsburg, EUA, depois foi revisada em 2005 e 2010 por Jullie Fritz e publicada nos principais jornais e revistas científicas do mundo. A pesquisa identificou que para cada tipo de dor existem diretrizes de tratamento a serem seguidas, ou seja, as manifestações dolorosas são classificadas e recebem tratamento específico, podendo ser: manipulação ou mobilização articular; a mesa de tração; exercícios direcionais; a estabilização segmentar vertebral e a estabilização dinâmica, que atuam fortalecendo a musculatura profunda da coluna. Esses são os quatro caminhos preconizados pela pesquisa de subclassificação.

O ITC Vertebral incorporou a devida pesquisa ao trabalho clínico e acrescentou à subclassificação os exercícios e o acompanhamento ao paciente no pós-tratamento. A atenção especial ao pós-tratamento (com um programa completo de fortalecimento muscular) é decorrente do caráter degenerativo das lesões na coluna, que não têm cura. O tempo de duração do programa de tratamento não é prolongado, em dois meses são obtidos 87% de bons resultados até em pacientes mais graves.

Mas além do embasamento científico, todos os mais de 236 fisioterapeutas da rede apresentam uma excelente formação técnica com experiências clínicas que capacitam o profissional a atender às demandas individuais dos pacientes.

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